quarta-feira, junho 28, 2017

A importância da motivação...

Somos humanos e como tal gostamos de sentir que fazemos parte de alguma coisa. Gostamos de nos sentir envolvidas, gostamos de sentir que somos válidos e eficientes. E este é o sentimento que nos predispõe a mudar. Num contexto, seja ele pessoal ou profissional, chegar junto do outro e partilhar com ele informação não é suficiente para gerar mudança. Até mesmo o incentivo financeiro por si só, não é suficiente para gerar mudança.

Voltamos a falar dos sete princípios da economia comportamental . E este é o princípio que defende que uma pessoa precisa de se sentir integrada, válida e eficiente para poder gerar algum tipo de mudança.

É mais do que óbvia a importância deste ponto para os gestores de empresas, políticos e sociedade em geral. Quanto mais as pessoas se sentem envolvidas maior é a sua motivação para gerarem uma mudança que possa ter repercussões positivas na organização, ou sociedade em geral.

Neste ponto a teoria da economia comportamental identifica que as pessoas não gostam, detestam mesmo, sentirem-se desamparadas e descontroladas, sentem-se incapazes de fazer o que quer que seja para alterar situações. A teoria defende que excesso de informação e muitas opções de escolha podem ter o efeito inverso e podem mesmo levar as pessoas a desresponsabilizarem-se e a não tomarem decisões. Por exemplo, as alterações climatéricas globais são uma preocupação de todos, com certeza que as pessoas se preocupam, mas dada a complexidade do assunto e por não saberem o que fazer ou por onde começar, a tendência é as pessoas continuarem a comportarem-se como sempre o fizeram.

O psicólogo S. Kaplan sugere a abordagem participativa como meio de levar as pessoas a resolverem problemas. Segundo S.Kaplan dizer às pessoas o que devem fazer é desmotivante, reduz a auto-eficiência e gera resistência. Por outro lado, dar-lhes a oportunidade de compreenderem os assuntos de os explorarem e de participarem na sua resolução, tem como consequência o desenvolvimento de motivações poderosas como a competência e o sentimento de “se sentir necessários e fazer a diferença”. Ou seja, a auto-eficiência faz com que as pessoas se sintam motivadas a encontrarem e implementarem soluções e até mesmo de alterarem os seus comportamentos num sentido considerado o desejável.


Em suma, os consumidores não querem necessariamente ter muitas opções de escolha mas querem sentir-se parceiros ativos na resolução de problemas. Deve dar-se ênfase e apoio às pessoas no sentido de apreenderem que têm o poder de alterar os seus comportamentos para um modo mais desejável. As pessoas precisam de se sentir e interiorizar que os seus comportamentos são importantes e podem fazer a diferença.

E tu. O que achas deste artigo?! Concordas?

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